Não há poesia
na barra do dia
na vinda da noite:
só o avião vai
e tudo fica.
Canoa não tem motor
bicicleta não tem motor
cavalo não tem motor
e a poesia,
no fim do dia,
também não tem motor.
Se a boca se abre,
é pra sair som
e se som ecoa
escuto.
Toda a verdade permanece intacta
e não há fronteiras além do horizonte.
terça-feira, 10 de março de 2009
segunda-feira, 9 de março de 2009
Vida Pó Poesia
Há o asfalto e o concreto
o meio-fio e o fio elétrico
o metal da britadeira
contra a pedra da calçada
e o vidro do relógio
escondendo nosso tempo
e a taça de cristal
abrigando nosso sonho
e o caminho de piçarra
e a jarra de bebida
e a lida do mulato
e o fato do jornal
e o astral da cartomante
e o rompante de loucura
e a cura da doença
e a crença da velhinha
e a pinha do arbusto
e o busto da mulher
e a colher da feijoada
e a amada do poeta
e o esteta da escrita
e a brita da palavra
que ele lavra
escultura
cultura
vida
pó.
o meio-fio e o fio elétrico
o metal da britadeira
contra a pedra da calçada
e o vidro do relógio
escondendo nosso tempo
e a taça de cristal
abrigando nosso sonho
e o caminho de piçarra
e a jarra de bebida
e a lida do mulato
e o fato do jornal
e o astral da cartomante
e o rompante de loucura
e a cura da doença
e a crença da velhinha
e a pinha do arbusto
e o busto da mulher
e a colher da feijoada
e a amada do poeta
e o esteta da escrita
e a brita da palavra
que ele lavra
escultura
cultura
vida
pó.
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