Não preciso de certezas vãs
Nem de flores no asfalto duro
Sou uma pedra sem uma alma irmã
Vivo inerte no meu solo impuro.
Sou conciso como um deus que cria
Da perjúria não me agrada o ouvido
Vivo agoras que se querem grandes
Mas que passam sempre num estalido.
Sou um preciso e forte atirador
E a dor compreendo: fim da sanha
Um orgasmo do punhal do agora
Serei então fiel à sua dor
Pois estou doendo a escara ganha
Faca eterna na forja da hora.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
domingo, 13 de abril de 2008
Poema de mão pequena
Se ao menos me entendesse
Se meu medo fosse pouco
Se uma lágrima prendesse
Sem fazer nenhum esforço
Mas eu forço e não consigo
E procuro algum amigo
Choro rouco, canto triste
Com cara de susto estúpido.
Seja estúpido, o que seja
Mas não seja só o que veja
Só o que creia ou que anseia
Sou pirata, não sereia
Não me atrevo a entrar na mata
Pois as árvores têm dentes
Não me importa estar contente
Se o dia-a-dia me mata
Sou retrato, sou sandía
Com olhos de fria prata.
Rio quando quero rir
Choro quando é pra chorar
Tenho ganas de partir
Sem ter hora pra voltar.
Tenho ganas de partir
Sem nunca me despedir
Pois não partirei daqui
Mas já não estarei lá
Sou o mundo, sou o mar
Sou do mundo onde ele vá
Sinto o raso do meu fundo
Sempre fundo a me matar
Sinto o grande do meu mundo
Que só quer me sufocar
Mundo faca, faca mundo
Se o corte fosse fundo
Talvez fosse solução
Mundo corte, corte mundo
Não fure meu coração.
Se meu medo fosse pouco
Se uma lágrima prendesse
Sem fazer nenhum esforço
Mas eu forço e não consigo
E procuro algum amigo
Choro rouco, canto triste
Com cara de susto estúpido.
Seja estúpido, o que seja
Mas não seja só o que veja
Só o que creia ou que anseia
Sou pirata, não sereia
Não me atrevo a entrar na mata
Pois as árvores têm dentes
Não me importa estar contente
Se o dia-a-dia me mata
Sou retrato, sou sandía
Com olhos de fria prata.
Rio quando quero rir
Choro quando é pra chorar
Tenho ganas de partir
Sem ter hora pra voltar.
Tenho ganas de partir
Sem nunca me despedir
Pois não partirei daqui
Mas já não estarei lá
Sou o mundo, sou o mar
Sou do mundo onde ele vá
Sinto o raso do meu fundo
Sempre fundo a me matar
Sinto o grande do meu mundo
Que só quer me sufocar
Mundo faca, faca mundo
Se o corte fosse fundo
Talvez fosse solução
Mundo corte, corte mundo
Não fure meu coração.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Saudade
Amo há tão muito tempo
Minha esposa e meus filhos
Mesmo que o tempo ainda
Não mos tenha ainda dado.
Se sou louco ou sou lírico
Ou se doido varrido
Não me cabe sabê-lo
Ou tentar entender.
Sei que sinto verdades
E maldade seria
Tentar vir me calar.
Pois que me calem a boca
Sua poesia pouca
Não pode me matar.
Minha esposa e meus filhos
Mesmo que o tempo ainda
Não mos tenha ainda dado.
Se sou louco ou sou lírico
Ou se doido varrido
Não me cabe sabê-lo
Ou tentar entender.
Sei que sinto verdades
E maldade seria
Tentar vir me calar.
Pois que me calem a boca
Sua poesia pouca
Não pode me matar.
sábado, 5 de abril de 2008
Poeminha de pudor
Diga, linda, que te traz tão longe?
Uma dor-de-dente dos diabos.
Mas aqui não há nenhum dentista!
Mas cá passo na estrada longa.
Linda minha, não estás mentindo?
Se estivesse já o teria beijado.
Mas minha linda minha, beije logo!
E a conversa aí tinha acabado.
Uma dor-de-dente dos diabos.
Mas aqui não há nenhum dentista!
Mas cá passo na estrada longa.
Linda minha, não estás mentindo?
Se estivesse já o teria beijado.
Mas minha linda minha, beije logo!
E a conversa aí tinha acabado.
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