Olha aqui, amor
eu te quero sim
não vou me importar
se quiseres ir
sei que não sou quem
você sempre quis
onde foi que eu fui
meter o nariz?
nunca fui aquele
que te fez feliz
nunca fui aquele
que te satisfez
fiz tudo o que pude
pude o que eu fiz
mas se fores mesmo
procurar a esmo
um amor que valha
o que foi pra mim
peço que me avise
vou-me, sim, sem crise
sou calado assim
pego meus poemas
minhas coisas pequenas
saio por aí
sei que não encontro
ninguém igual a ti
mas não vale a pena
ficar com a pequena
que não olhar pra mim
se for essa a pena
confesso que aceito
sem raiva no fim
sem ressentimento
sem nenhum lamento
que se expresse em mim
mas, minha linda minha
enquanto procuras
deixa que eu fique
te abraçando assim
sei que tu me sentes
mesmo que não tentes
se prender a mim
deixa que eu beba
desse amor o resto
que sobrou em nós
pois, quando acaba
não resta mais nada
só saudade, e fim.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Pergunta
Olhe aqui, amor
não me olhe assim
pois se vier alguém
me levar consigo
não hesito, vou
não olho pra trás
vejo-o como amigo
não te beijo mais
não que eu seja assim
feito leva-e-traz
não que eu mude assim
minhas idéias más
mas se acaso um fim
se apossar de mim
me despedirei
e desprenderei
da tua rocha assim
sou um barco a vela
não sou mais donzela
nem flor de jasmim
mas se queres pôr
por tua conta e risco
faça alguma arte
desse meu rabisco
se quiseres vir
à beira do abismo
se quiseres pôr
a arma na testa
e botar meu dedo
puxando o gatilho
se quiser sofrer
quando eu for um dia
muito de repente
se quiser dormir
com amante fria
venha e não mais pense
cale e consinta
beije simplesmente
sobretudo sinta
mate-me os músculos
lamba-me sem cálculos
olhe-me sem mágica
mas quando vier
um amor qualquer
meu querido, peço
deixe-me, sem mágoa.
não me olhe assim
pois se vier alguém
me levar consigo
não hesito, vou
não olho pra trás
vejo-o como amigo
não te beijo mais
não que eu seja assim
feito leva-e-traz
não que eu mude assim
minhas idéias más
mas se acaso um fim
se apossar de mim
me despedirei
e desprenderei
da tua rocha assim
sou um barco a vela
não sou mais donzela
nem flor de jasmim
mas se queres pôr
por tua conta e risco
faça alguma arte
desse meu rabisco
se quiseres vir
à beira do abismo
se quiseres pôr
a arma na testa
e botar meu dedo
puxando o gatilho
se quiser sofrer
quando eu for um dia
muito de repente
se quiser dormir
com amante fria
venha e não mais pense
cale e consinta
beije simplesmente
sobretudo sinta
mate-me os músculos
lamba-me sem cálculos
olhe-me sem mágica
mas quando vier
um amor qualquer
meu querido, peço
deixe-me, sem mágoa.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
O chumbo das horas chãs
Não há fantasmas na trans-
lucidez dessa manhã.
A lucidez da manhã
é opaca como uma rocha.
Meus olhos estão opacos
mas sonham refletir luz.
A luz na translucidez
não morre mas se transforma.
Não há fantasmas na trans-
lucidez dessa manhã.
Tudo está em seu lugar
e a neblina cobre tudo.
Meus olhos estão opacos
mas brilham pela transluz.
a boca que nunca fala
termina esse mau bocejo.
A água cai do chuveiro
e os olhos enchem de luz
a água não mata a luz
mas a luz quase se afoga.
A neblina cobre tudo
que está em seu lugar.
Não há antes nem futuro
não há lua sobre o mar.
Não há fantasmas na trans-
lucidez dessa manhã.
Estou lúcido e não durmo
mas o sono me quer morto.
Não há fantasma nem mácula
na lucidez da manhã.
Há o riso de marina
e o não-riso de matheus
eu não sei que tenho eu
quando tudo me domina.
O presente não me solta
e essa luz tudo ilumina
há o não riso de matheus
e o sorriso de marina.
Não há fantasmas na trans-
lucidez dessa manhã.
Os fantasmas do futuro
deixam opaco o amanhã.
A manhã apaga tudo
de vestalino ou malsão.
Foge pedro, pedro, pedro
vai pro mundo da ilusão.
Translúcido e marfilino
surge o mármore dos céus.
As negras que já vêm vindo
balançam suas ancas pobres
chegam muito sorrateiras
com seu cheiro de café.
Mas a névoa cobre tudo
que há no chumbo das horas
o estofo do rio Sergipe
quase grita de tão mudo.
Não há fantasmas na trans-
lucidez dessa manhã.
Morre de asma o trem
que não pode mais marchar
meus olhos quase se fecham
mas não posso mais fechá-los.
Sou moreno de olhos pretos
mas não os posso fechar.
Os postes se apagam mortos
e quero dormir com eles.
O amanhã é hoje agora
e se põe já bem translúcido
estou lúcido por fora
mas quero a cama pagã
Quero fantasmas na trans-
lucidez dessa manhã.
Quebro o crânio do granito
vou viver a vida vã.
lucidez dessa manhã.
A lucidez da manhã
é opaca como uma rocha.
Meus olhos estão opacos
mas sonham refletir luz.
A luz na translucidez
não morre mas se transforma.
Não há fantasmas na trans-
lucidez dessa manhã.
Tudo está em seu lugar
e a neblina cobre tudo.
Meus olhos estão opacos
mas brilham pela transluz.
a boca que nunca fala
termina esse mau bocejo.
A água cai do chuveiro
e os olhos enchem de luz
a água não mata a luz
mas a luz quase se afoga.
A neblina cobre tudo
que está em seu lugar.
Não há antes nem futuro
não há lua sobre o mar.
Não há fantasmas na trans-
lucidez dessa manhã.
Estou lúcido e não durmo
mas o sono me quer morto.
Não há fantasma nem mácula
na lucidez da manhã.
Há o riso de marina
e o não-riso de matheus
eu não sei que tenho eu
quando tudo me domina.
O presente não me solta
e essa luz tudo ilumina
há o não riso de matheus
e o sorriso de marina.
Não há fantasmas na trans-
lucidez dessa manhã.
Os fantasmas do futuro
deixam opaco o amanhã.
A manhã apaga tudo
de vestalino ou malsão.
Foge pedro, pedro, pedro
vai pro mundo da ilusão.
Translúcido e marfilino
surge o mármore dos céus.
As negras que já vêm vindo
balançam suas ancas pobres
chegam muito sorrateiras
com seu cheiro de café.
Mas a névoa cobre tudo
que há no chumbo das horas
o estofo do rio Sergipe
quase grita de tão mudo.
Não há fantasmas na trans-
lucidez dessa manhã.
Morre de asma o trem
que não pode mais marchar
meus olhos quase se fecham
mas não posso mais fechá-los.
Sou moreno de olhos pretos
mas não os posso fechar.
Os postes se apagam mortos
e quero dormir com eles.
O amanhã é hoje agora
e se põe já bem translúcido
estou lúcido por fora
mas quero a cama pagã
Quero fantasmas na trans-
lucidez dessa manhã.
Quebro o crânio do granito
vou viver a vida vã.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Sorriso
É manhã de Natal.
Sinto uma velha pulsação infantil.
Os presentes estão sob a árvore.
Vou buscá-los.
É manhã de Natal, é manhã de Natal, amor...
Sinto uma velha pulsação infantil.
Os presentes estão sob a árvore.
Vou buscá-los.
É manhã de Natal, é manhã de Natal, amor...
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