A partir de agora, não fale em voz alta jamais.
Com os lábios bem fechados
e os olhos sem olhar nada que seja matéria,
seja lentamente absorvido pelo mundo
dos pequenos barulhos.
Silêncio.
Um cachorro numa casa próxima.
Um carro passando,
dois carros passando,
um caminhão.
Uma buzina.
A porta fechando.
O vento balançando a cortina.
Um rangido de metais na rua
panelas sendo guardadas na cozinha.
O começo de uma chuva leve que logo pára.
O vento balançando um papel
o som tedioso de uma moto.
A conversa do porteiro com a empregada do vizinho.
O colchão ao movimento das pernas.
O pé afagando uma almofada.
O sussurro do lápis contando besteiras ao papel.
A luz que parece palmas.
As nuvens e seus farfalhares de asas.
A bossa nova da lua violonista.
O chamado do cheiro da comida.
As ondas e as marés da saliva.
O namoro entre os tijolos.
O cimento ciumento entre eles.
Um martelo.
O martelo do zelador
tum tum tum
consertando alguma coisa
tem conserto?
tum tum tum
tum tum tum
um coração
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Conto
Chegou em casa cansada,
afrouxou o cinto,
tomou um copo d'água,
tirou os sapatos,
sentou no sofá.
Depois tirou a roupa,
entrou no banheiro,
ligou o chuveiro,
demorou um pouco,
fechou o registro,
enxugou-se.
Vestiu o pijama,
foi até a cozinha,
tomou outro copo d'água,
foi até o quarto,
deitou-se na cama,
cobriu-se
e morreu.
afrouxou o cinto,
tomou um copo d'água,
tirou os sapatos,
sentou no sofá.
Depois tirou a roupa,
entrou no banheiro,
ligou o chuveiro,
demorou um pouco,
fechou o registro,
enxugou-se.
Vestiu o pijama,
foi até a cozinha,
tomou outro copo d'água,
foi até o quarto,
deitou-se na cama,
cobriu-se
e morreu.
domingo, 18 de novembro de 2007
Divagações
Eu olho pro mundo
grande
por cima do muro da minha casa.
O muro da minha casa é a maior edificação
já construída pelo homem.
O muro da minha casa é a concha
dentro da qual fica a pérola
que é a minha casa.
O mundo é muito grande
mas minha casa é pequena
embora eu ache que minha casa é um mundo.
Minha casa é de fato um mundo
e todas as casas são pequenos mundos
porque todos os muros são como o vácuo
que separa os planetas.
Minha casa, então, é um mundo pequenininho
nesse mundo aí fora
grande
isso é fato.
Mas dá vontade de mudar de idéia
quando olho o galho do umbucajazeiro
ignorando o muro da minha casa
e indo firme pro quintal do vizinho.
grande
por cima do muro da minha casa.
O muro da minha casa é a maior edificação
já construída pelo homem.
O muro da minha casa é a concha
dentro da qual fica a pérola
que é a minha casa.
O mundo é muito grande
mas minha casa é pequena
embora eu ache que minha casa é um mundo.
Minha casa é de fato um mundo
e todas as casas são pequenos mundos
porque todos os muros são como o vácuo
que separa os planetas.
Minha casa, então, é um mundo pequenininho
nesse mundo aí fora
grande
isso é fato.
Mas dá vontade de mudar de idéia
quando olho o galho do umbucajazeiro
ignorando o muro da minha casa
e indo firme pro quintal do vizinho.
domingo, 11 de novembro de 2007
A crueldade da dúvida
Um par de lágrimas
e minha sólida condição de estar no mundo.
Não preciso de mais nada para sentir sua presença
do meu lado, incauta no covil da besta
da hipótese bruta e estúpida
do amor.
E é por isso, confesso,
que meu olhar destila
a água desse mar que me faz tão diminuído
e sobre a qual ela se deita
para me fazer chorar no paraíso.
E talvez seja nitidamente seu rosto
que me faça morrer da próxima vez
não sei, tudo está em minhas mãos
quando perco tudo, não faço a menor idéia
talvez seus pretextos de proximidade
sejam o epitáfio na minha lápide irreal
de um futuro que, por ironia do tempo e da dúvida,
eu amargamente desconheço.
Talvez eu queira morrer, não nego,
mas a dúvida do que seria um amanhã
me faz um covarde e um cretino.
Não posso acreditar em nenhuma palavra dela
nela não me atrevo a confiar, não posso
mas faço o que ela me propõe cegamente.
Quieto vou ficar em meu canto com minhas traças,
meus papéis carcomidos na primeira gaveta,
minhas lembranças sem certeza de um passado feliz,
não quero te acordar quando você tenta tanto dormir.
Não, não vou dormir, não, eu tenho medo do escuro.
Quero mastigar um Drummond bem mastigadinho
e engolir bem devagarinho, gosto de letra
e palavra é bom, só assim fico acordado.
Quando sua porta se abriu eu entrevi uma angústia
que me chamava de nome de primeiro namorado.
Me acordem depressa se eu cair no sono.
Estou com um medo enorme de sonhar.
E naquele dia era noite, e a brisa era de verão
e vinha do nascente procurando o sol no poente
onde ele se enfiou. Ela veio e me apunhalou
eu era pra ela um saco sem ossos.
Seguramente tiro forças de olhar pra ela,
como o condenado tira forças de seu assassino
lutando com medo de morrer.
Juro sob a boca calada dessa noite de vento
que secretamente morro de medo de morrer.
Ela me vê viver, e minha poesia surrada
é, para ela, um laboratório da minha existência.
Eu não quero que importe, o mundo todo com todos os países
não importa, as cores não importam,
a Geração não importa, o perfume supérfluo
não importa, como não importa sua vontade muda de fugir.
Não tenho vocação para mártir e não sou poeta maior.
O universo é, pra mim, uma restrição à liberdade.
As leis da física são uma prisão no meio do limbo
e as vontades desse amor mimado são a porcaria da chave.
Maus dizeres e desdizeres
meus, ratos da minha subsistência negada
sou um ridículo alfaiate que não sabe nem
fazer uma roupa nova para a palavra do papel.
Más opiniões sobre o que não sei e sobre o que sei
porque tenho que ter alguma, sem opinião não se fazem
doze horas de um dia bom de domingo em novembro.
Quero decretar que o presidente tem que cantar e dançar
todos os dias na tevê pra me animar com sua pança
pois nossa dança aqui é dois pra lá e dois pra cá.
Vamos andar pela sombra pra não exaltar a fúria
do namorado solitário, da mulher que separou-se,
da garota que foi trocada, do impotente.
Fale baixo ou não fale nada pra não fazer
caírem mais ciscos nos meu olhos de pálpebras pesadas.
Meu verso longo é um fluxo do que penso
mas eu não penso mais porque pra nós pensar é crime
hediondo e inafiançável com pena de um beijo a menos
no dia vinte-e-seis de novembro, que, se bem me lembro,
é o dia em que o mundo foi criado por um Deus caladão.
Mas, olhe, minhas vontades interessam, sim,
então me chantageie porque eu te deixo
me bata porque eu permito
acabe com a minha raça porque eu quero fugir
pra longe dessa Pasárgada republicana.
Não tenho grandes interesses e não sou amigo do rei.
E eu poderia voltar e escrever anástrofes
e apóstrofes e elipses mentais mas
minha simplicidade é fruto de samba até mais tarde
e muito sono de manhã, mas que diabos é amor?
É o tipo de coisa que dá no coração de repente
é fulminante, é sufocante, mata, dói.
Não, enfarte não dói no coração.
Amor dói.
e minha sólida condição de estar no mundo.
Não preciso de mais nada para sentir sua presença
do meu lado, incauta no covil da besta
da hipótese bruta e estúpida
do amor.
E é por isso, confesso,
que meu olhar destila
a água desse mar que me faz tão diminuído
e sobre a qual ela se deita
para me fazer chorar no paraíso.
E talvez seja nitidamente seu rosto
que me faça morrer da próxima vez
não sei, tudo está em minhas mãos
quando perco tudo, não faço a menor idéia
talvez seus pretextos de proximidade
sejam o epitáfio na minha lápide irreal
de um futuro que, por ironia do tempo e da dúvida,
eu amargamente desconheço.
Talvez eu queira morrer, não nego,
mas a dúvida do que seria um amanhã
me faz um covarde e um cretino.
Não posso acreditar em nenhuma palavra dela
nela não me atrevo a confiar, não posso
mas faço o que ela me propõe cegamente.
Quieto vou ficar em meu canto com minhas traças,
meus papéis carcomidos na primeira gaveta,
minhas lembranças sem certeza de um passado feliz,
não quero te acordar quando você tenta tanto dormir.
Não, não vou dormir, não, eu tenho medo do escuro.
Quero mastigar um Drummond bem mastigadinho
e engolir bem devagarinho, gosto de letra
e palavra é bom, só assim fico acordado.
Quando sua porta se abriu eu entrevi uma angústia
que me chamava de nome de primeiro namorado.
Me acordem depressa se eu cair no sono.
Estou com um medo enorme de sonhar.
E naquele dia era noite, e a brisa era de verão
e vinha do nascente procurando o sol no poente
onde ele se enfiou. Ela veio e me apunhalou
eu era pra ela um saco sem ossos.
Seguramente tiro forças de olhar pra ela,
como o condenado tira forças de seu assassino
lutando com medo de morrer.
Juro sob a boca calada dessa noite de vento
que secretamente morro de medo de morrer.
Ela me vê viver, e minha poesia surrada
é, para ela, um laboratório da minha existência.
Eu não quero que importe, o mundo todo com todos os países
não importa, as cores não importam,
a Geração não importa, o perfume supérfluo
não importa, como não importa sua vontade muda de fugir.
Não tenho vocação para mártir e não sou poeta maior.
O universo é, pra mim, uma restrição à liberdade.
As leis da física são uma prisão no meio do limbo
e as vontades desse amor mimado são a porcaria da chave.
Maus dizeres e desdizeres
meus, ratos da minha subsistência negada
sou um ridículo alfaiate que não sabe nem
fazer uma roupa nova para a palavra do papel.
Más opiniões sobre o que não sei e sobre o que sei
porque tenho que ter alguma, sem opinião não se fazem
doze horas de um dia bom de domingo em novembro.
Quero decretar que o presidente tem que cantar e dançar
todos os dias na tevê pra me animar com sua pança
pois nossa dança aqui é dois pra lá e dois pra cá.
Vamos andar pela sombra pra não exaltar a fúria
do namorado solitário, da mulher que separou-se,
da garota que foi trocada, do impotente.
Fale baixo ou não fale nada pra não fazer
caírem mais ciscos nos meu olhos de pálpebras pesadas.
Meu verso longo é um fluxo do que penso
mas eu não penso mais porque pra nós pensar é crime
hediondo e inafiançável com pena de um beijo a menos
no dia vinte-e-seis de novembro, que, se bem me lembro,
é o dia em que o mundo foi criado por um Deus caladão.
Mas, olhe, minhas vontades interessam, sim,
então me chantageie porque eu te deixo
me bata porque eu permito
acabe com a minha raça porque eu quero fugir
pra longe dessa Pasárgada republicana.
Não tenho grandes interesses e não sou amigo do rei.
E eu poderia voltar e escrever anástrofes
e apóstrofes e elipses mentais mas
minha simplicidade é fruto de samba até mais tarde
e muito sono de manhã, mas que diabos é amor?
É o tipo de coisa que dá no coração de repente
é fulminante, é sufocante, mata, dói.
Não, enfarte não dói no coração.
Amor dói.
Poeminha de portão
Cantando um Buarque
Com cara feliz
Me fez ir à lua
Com beijo roubado
Me deu redondilha
Jogou a manilha
Manilha de paus
Já sabe que é sua
A minha poesia
Estou apaixonado
Não vou falar mais.
Com cara feliz
Me fez ir à lua
Com beijo roubado
Me deu redondilha
Jogou a manilha
Manilha de paus
Já sabe que é sua
A minha poesia
Estou apaixonado
Não vou falar mais.
sábado, 10 de novembro de 2007
Sudorese a dois
Não é não
Não é não e não e não
Não se trata de paixão
Não é emoção
Não, não é tesão
A pele repele qualquer coisa
Que não seja atração
Me dê a mão
Silenciosamente
Muito lentamente
Doentemente
O olho quer devorar
Quer deglutir
Quer mergulhar
Olhar
Jamais falar
Me dê a mão
Não saiba se é tarde
Ou não
O pão
Espera pra depois
Nós dois
Em transe
O trânsito irreal
Longe daqui
Respiração
Ou a brisa do sul
Não sei de mais nada
Transpiração
Ação
Cheiro de caju
Fumaça
Suor
Meus ouvidos estão
Cheios
De música?
Nossa dança
Me perdi do mundo
A curva do mundo
É seu quadril
Seu corpo balança
Anacronicamente
Cheiro de seus cabelos
Invadindo minha cara
Cadê a luz?
O sol se foi com pudor
A lua branca parou
Pra te olhar
Com um brilho frio
Vazio
Nós somos o tango
Não pare
Seus olhos meio verdes
São a porta do inferno
É quente
Quente
Ferve
Você me seduz
Com verve
Sua boca tem sabor
De caju
E de álcool
Dançarina
De cabaré
Numa casa burguesa
Da zona sul
Esquecemos o mundo
O mundo não nos esqueceu
Esqueça
Torpor
Não amor
Amor é pros fracos
Nós fomos mais
E somos
Seus olhos fechando
São eternos
Nós fomos
Olho
E pele
Slowmotion
Longamente
Demoradamente
Lentamente
O olho
A pele
A boca
A mão
O não
Não
Esqueça.
Não é não e não e não
Não se trata de paixão
Não é emoção
Não, não é tesão
A pele repele qualquer coisa
Que não seja atração
Me dê a mão
Silenciosamente
Muito lentamente
Doentemente
O olho quer devorar
Quer deglutir
Quer mergulhar
Olhar
Jamais falar
Me dê a mão
Não saiba se é tarde
Ou não
O pão
Espera pra depois
Nós dois
Em transe
O trânsito irreal
Longe daqui
Respiração
Ou a brisa do sul
Não sei de mais nada
Transpiração
Ação
Cheiro de caju
Fumaça
Suor
Meus ouvidos estão
Cheios
De música?
Nossa dança
Me perdi do mundo
A curva do mundo
É seu quadril
Seu corpo balança
Anacronicamente
Cheiro de seus cabelos
Invadindo minha cara
Cadê a luz?
O sol se foi com pudor
A lua branca parou
Pra te olhar
Com um brilho frio
Vazio
Nós somos o tango
Não pare
Seus olhos meio verdes
São a porta do inferno
É quente
Quente
Ferve
Você me seduz
Com verve
Sua boca tem sabor
De caju
E de álcool
Dançarina
De cabaré
Numa casa burguesa
Da zona sul
Esquecemos o mundo
O mundo não nos esqueceu
Esqueça
Torpor
Não amor
Amor é pros fracos
Nós fomos mais
E somos
Seus olhos fechando
São eternos
Nós fomos
Olho
E pele
Slowmotion
Longamente
Demoradamente
Lentamente
O olho
A pele
A boca
A mão
O não
Não
Esqueça.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Os Malditos
Sim, mortais é o que somos
Somos mil anjos caídos
Somos loucos desvalidos
Filhos pródigos do escuro
Não se sabe donde viemos
Nem se crê nos nossos planos
Nossos olhos vêem mais longe
Nossos passos são incertos
Nossas lágrimas são doces
E os corações, feridos
Carregamos cicatrizes
Nossos pés são doloridos
Nosso mundo é muito grande
Permaneçamos unidos
Nos perdemos facilmente
Numa amante ou num amigo
Nos olhamos ao espelho
Para achar algum sorriso
Nos achamos entre coxas
Procurando algum abrigo
Temos coleções ocultas
De papéis e de arquivos
Digerimos a palavra
Nessa merda de lirismo
Somos fiéis a nossos mestres
Que se foram mais felizes
Repetimos os seus feitos
De heróis do cotidiano
Somos monstros do armário
Somos santos esquecidos
Nos perdemos entre os goles
Do veneno mais querido
Somos grandes, somos fortes
Porém corremos perigo
Somos velhos sem ter filhos
Somos jovens namorados
Somos fados, somos sambas
De ilusão fomos criados
Temos uma dor no peito
E amor nos olhos cansados
Somos nobres com defeito
Somos poetas sem um tempo
Nos vemos como sementes
Dessa partenocarpia
Vivemos debaixo da terra
Não vemos a luz do dia
Somos todos nós nutridos
Por Andrades do passado
Entre tantos sobrenomes
Os nossos foram pichados
Somos filhos da palavra
De vinte-e-dois e de agora
Somos vermes que aeram
A terra da flor do Lácio
Somos o momento efêmero
Que nos reservou o tempo
Sim, mortais é o que somos
Mas seremos gado grande
Pois nós somos os bezerros
Dessa Quarta Geração.
Somos mil anjos caídos
Somos loucos desvalidos
Filhos pródigos do escuro
Não se sabe donde viemos
Nem se crê nos nossos planos
Nossos olhos vêem mais longe
Nossos passos são incertos
Nossas lágrimas são doces
E os corações, feridos
Carregamos cicatrizes
Nossos pés são doloridos
Nosso mundo é muito grande
Permaneçamos unidos
Nos perdemos facilmente
Numa amante ou num amigo
Nos olhamos ao espelho
Para achar algum sorriso
Nos achamos entre coxas
Procurando algum abrigo
Temos coleções ocultas
De papéis e de arquivos
Digerimos a palavra
Nessa merda de lirismo
Somos fiéis a nossos mestres
Que se foram mais felizes
Repetimos os seus feitos
De heróis do cotidiano
Somos monstros do armário
Somos santos esquecidos
Nos perdemos entre os goles
Do veneno mais querido
Somos grandes, somos fortes
Porém corremos perigo
Somos velhos sem ter filhos
Somos jovens namorados
Somos fados, somos sambas
De ilusão fomos criados
Temos uma dor no peito
E amor nos olhos cansados
Somos nobres com defeito
Somos poetas sem um tempo
Nos vemos como sementes
Dessa partenocarpia
Vivemos debaixo da terra
Não vemos a luz do dia
Somos todos nós nutridos
Por Andrades do passado
Entre tantos sobrenomes
Os nossos foram pichados
Somos filhos da palavra
De vinte-e-dois e de agora
Somos vermes que aeram
A terra da flor do Lácio
Somos o momento efêmero
Que nos reservou o tempo
Sim, mortais é o que somos
Mas seremos gado grande
Pois nós somos os bezerros
Dessa Quarta Geração.
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