Nessa noite nem tão fria e nem tão quente
Eu briguei com meu amor.
Nesses dias meu sangue vermelho
Vai lá pra a cabeça
E escreve a violência
Vai passar.
PUTA QUE PARIU!
Eu te amo.
sábado, 28 de julho de 2007
Poema ruim
Talvez se ela me olhasse
Com cara de vem, meu bem
Eu entendesse que
Meu coração terminou
Vitorioso,
(Só você pra não conseguir
Que eu deixe de ser piegas)
Me explique por que motivo
Você veio
Se me quer daqui a pouco
Daqui a pouco não quero
Não quero estar aqui!
Então já que você me ama tanto
Arranje um jeito de me fazer
Cair fora do seu coração!
Porque eu quero a mais bonita
E quero a mais inteligente
E quero a de melhor humor
Ah e quero a engraçada
E também a poetisa
Quero a que tenha bunda
(Preferência nacional)
Quero a que não me confunda
E quero só mais uma coisa:
Quero que todas elas sejam
Uma só.
E quero agora!
Quero todos os queros do mundo
Porque a vingança do amor
É história de perdedor!
Não quero a fatalidade serena da lua
Porque esse sorrisinho me irrita!
Não quero suas desculpas elegantes
Ando de saco cheio da poesia
E dessa necessidade fútil de ter segurança
Venha ser feliz!
Não quer?
Ops, desculpe, tem que disfarçar
Não pode?
Então fique com seu homem
Ele te faz feliz
Te dá amor, carinho e carona
Te dá o thriller desse
Relacionamento cafajeste
Você gosta... não disfarce
Não dissimule, pode deixar
Eu sou uma pessoa volúvel
E não a amo mais,
Jornalistazinha de merda
(estou no quarto)
*
Acorde!
Nossa eternidade é curta!
Nosso infinito dura pouco
E talvez ele já tenha esmaecido
No Ano Que Vem
(adoro esse deus pagão)
Eu fui feito para T.
Para R.
Para F.
Para G.
E todas as outras
Menos você.
Então é adeus, né?
Se você quer assim,
Assim será
Vou embora, mas isso não é novela não!
Não volto nunca mais
Vou amar em horizontes
Que meu olhar não alcança
Vou beber das bebidas
Das quais eu nunca bebi
Vou falar as línguas
Vou beijar as línguas
Que jamais conheci
Vou amar como um bicho
Porque nosso amor
Passou da validade.
Se vier, venha rápido
Porque nosso amor está preso por uma algema.
Uma mão é o agora
A outra é o nunca mais
Só você tem a chave.
Com cara de vem, meu bem
Eu entendesse que
Meu coração terminou
Vitorioso,
(Só você pra não conseguir
Que eu deixe de ser piegas)
Me explique por que motivo
Você veio
Se me quer daqui a pouco
Daqui a pouco não quero
Não quero estar aqui!
Então já que você me ama tanto
Arranje um jeito de me fazer
Cair fora do seu coração!
Porque eu quero a mais bonita
E quero a mais inteligente
E quero a de melhor humor
Ah e quero a engraçada
E também a poetisa
Quero a que tenha bunda
(Preferência nacional)
Quero a que não me confunda
E quero só mais uma coisa:
Quero que todas elas sejam
Uma só.
E quero agora!
Quero todos os queros do mundo
Porque a vingança do amor
É história de perdedor!
Não quero a fatalidade serena da lua
Porque esse sorrisinho me irrita!
Não quero suas desculpas elegantes
Ando de saco cheio da poesia
E dessa necessidade fútil de ter segurança
Venha ser feliz!
Não quer?
Ops, desculpe, tem que disfarçar
Não pode?
Então fique com seu homem
Ele te faz feliz
Te dá amor, carinho e carona
Te dá o thriller desse
Relacionamento cafajeste
Você gosta... não disfarce
Não dissimule, pode deixar
Eu sou uma pessoa volúvel
E não a amo mais,
Jornalistazinha de merda
(estou no quarto)
*
Acorde!
Nossa eternidade é curta!
Nosso infinito dura pouco
E talvez ele já tenha esmaecido
No Ano Que Vem
(adoro esse deus pagão)
Eu fui feito para T.
Para R.
Para F.
Para G.
E todas as outras
Menos você.
Então é adeus, né?
Se você quer assim,
Assim será
Vou embora, mas isso não é novela não!
Não volto nunca mais
Vou amar em horizontes
Que meu olhar não alcança
Vou beber das bebidas
Das quais eu nunca bebi
Vou falar as línguas
Vou beijar as línguas
Que jamais conheci
Vou amar como um bicho
Porque nosso amor
Passou da validade.
Se vier, venha rápido
Porque nosso amor está preso por uma algema.
Uma mão é o agora
A outra é o nunca mais
Só você tem a chave.
O caminho para a distância
Mesmo sabendo-te, quero-te mais.
Então me ensina.
Me ensina a mergulhar nos teus olhos
Que a vida fez tão profundos
Me ensina a olhar soberbo como um gato
Pois sou poeta de olhar cachorro!
Me ensina a sentar com dignidade
A andar com majestade
Me ensina a ser poeta, amor!
Me ensina logo a enfunar o papo
E a me portar à mesa como barão
Mas, antes de tudo isso,
Disso tudinho,
Me ensina a viver a vida torta de um pagão!
Não.
Manda pôr arreios sobre meu Bucéfalo anabolizado
Manda polir minha espada de enfeite japonês
Porque debaixo desse olhar calado
Há um bicho feio,
Uma hidra,
Um dragão,
Um bicho-papão,
Um presidente do Senado Federal,
Um criatura que eu tenho que caçar.
Guinevere, cansei de amar-te.
Dessa vez a garota apressou-se em perguntar-lhe se ele a queria abandonar assim de sopetão, como a retórica aprendida com o namorado filósofo (aspas?) pregava, mas o poetinha (diminutivo de miudez mesmo) lhe disse que nada que ela não quisesse aconteceria de fato. Sinos de anjinhos no céu tocaram, os colibris de todo o mundo cantaram e ela pensou no amor que ainda podia receber para comer com farinha quando ninguém estivesse olhando.
Esse amor eu curo amando.
Não me ensina lições das tempestades
o mundo que te rodeia:
estou embasbacado diante da presença
da enorme realidade em que se deita
minha visão ruim.
Deixarei que veles minha jornada
e saibas por que meandros estarei
me dá banho com suas lágrimas.
Melhor, me dá um barquinho
Tenho medo desse futuro que parece
tão
grande.
Por favor, coloca pimenta-do-reino
na minha poesia, coloca sal grosso
o destino é tão longínquo
não te afastes mais
que a distância infinita de um abraço.
Não, coloca açúcar,
quero um gosto que me lembre de ti.
Te vejo em qualquer lugar
perto de doismilevinte.
Você não vai me mandar ir ao banheiro antes?
É longe...
Então me ensina.
Me ensina a mergulhar nos teus olhos
Que a vida fez tão profundos
Me ensina a olhar soberbo como um gato
Pois sou poeta de olhar cachorro!
Me ensina a sentar com dignidade
A andar com majestade
Me ensina a ser poeta, amor!
Me ensina logo a enfunar o papo
E a me portar à mesa como barão
Mas, antes de tudo isso,
Disso tudinho,
Me ensina a viver a vida torta de um pagão!
Não.
Manda pôr arreios sobre meu Bucéfalo anabolizado
Manda polir minha espada de enfeite japonês
Porque debaixo desse olhar calado
Há um bicho feio,
Uma hidra,
Um dragão,
Um bicho-papão,
Um presidente do Senado Federal,
Um criatura que eu tenho que caçar.
Guinevere, cansei de amar-te.
Dessa vez a garota apressou-se em perguntar-lhe se ele a queria abandonar assim de sopetão, como a retórica aprendida com o namorado filósofo (aspas?) pregava, mas o poetinha (diminutivo de miudez mesmo) lhe disse que nada que ela não quisesse aconteceria de fato. Sinos de anjinhos no céu tocaram, os colibris de todo o mundo cantaram e ela pensou no amor que ainda podia receber para comer com farinha quando ninguém estivesse olhando.
Esse amor eu curo amando.
Não me ensina lições das tempestades
o mundo que te rodeia:
estou embasbacado diante da presença
da enorme realidade em que se deita
minha visão ruim.
Deixarei que veles minha jornada
e saibas por que meandros estarei
me dá banho com suas lágrimas.
Melhor, me dá um barquinho
Tenho medo desse futuro que parece
tão
grande.
Por favor, coloca pimenta-do-reino
na minha poesia, coloca sal grosso
o destino é tão longínquo
não te afastes mais
que a distância infinita de um abraço.
Não, coloca açúcar,
quero um gosto que me lembre de ti.
Te vejo em qualquer lugar
perto de doismilevinte.
Você não vai me mandar ir ao banheiro antes?
É longe...
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Nem F. nem M.
Tenho estado acordado
Há luas a fio.
Insônia cansa.
Deixem-me descansar
Um pouco
Sozinho
Sozinho
Sozinho
Sem F.
Nem M.
Onde está o amor?
Há luas a fio.
Insônia cansa.
Deixem-me descansar
Um pouco
Sozinho
Sozinho
Sozinho
Sem F.
Nem M.
Onde está o amor?
Crave as unhas neste poema
Com você eu pularia de asa-delta
Da pedra da Gávea
Eu iria de nave à lua
E fecharia a chave a porta do céu
Por você eu correria num campo de trave a trave
Até cansar e ir-me embora pra a Moldávia
Eu diria ave a você e seu biquinho
Eu te levaria pra voar feito uma ave a
Algum lugar perto de um campo de algarve até
Achar tequila pra você
Feliz foi quando ao andar vi a sua imagem
Ah vi a sua carinha linda e rosada
Vi ela corar via recursos cosméticos
E deixar você ganhando de nove a zero
Dessas sem-graça que andam por aí.
Fofinha, falarei francamente com força
Sem te forçar ou ser forçoso que falta
Muito pouco pra eu te fazer feliz
E pra fazer você
Falar ave a mim.
Da pedra da Gávea
Eu iria de nave à lua
E fecharia a chave a porta do céu
Por você eu correria num campo de trave a trave
Até cansar e ir-me embora pra a Moldávia
Eu diria ave a você e seu biquinho
Eu te levaria pra voar feito uma ave a
Algum lugar perto de um campo de algarve até
Achar tequila pra você
Feliz foi quando ao andar vi a sua imagem
Ah vi a sua carinha linda e rosada
Vi ela corar via recursos cosméticos
E deixar você ganhando de nove a zero
Dessas sem-graça que andam por aí.
Fofinha, falarei francamente com força
Sem te forçar ou ser forçoso que falta
Muito pouco pra eu te fazer feliz
E pra fazer você
Falar ave a mim.
domingo, 15 de julho de 2007
Algumas estrofes de saudade
Não vou mentir pra você:
Eu sinto demais.
Mas o sentir só
E o se sentir só
Convivem em almoços de domingo
Com o sofrer.
Então eu me pergunto
Se além desses montes e desses lagos
E desses rios e desses mares
E dos lugares, e dos olhares
E das estradas, e das cidades
E das distâncias, e das moradas
E dessas matas, e das mulatas
E dessas ruivas, e das morenas
E dessas putas, Copacabana
E dessas praias, e dos estados
E das loirinhas, tão bonitinhas
Que se confundem com seus suspiros
Também os mundos, e os sentimentos
Que tiram folga do meu olhar
E das garotas, e monumentos
E da lonjura, e dos quilômetros
E dos quilômetros
E dos quilômetros
E dos quilômetros
Que nos separam nesse momento
Eu me pergunto
Do que você tem medo?
Pandeiro pandeiro
Pandeiro pandeiro
Cavaquinho chocalho
Cho-cho-cho-cho-chocalho
Cuíííííííca cuíííííííca
Saudade saudade
Confesso que a tenho
Mas, amor, não me deixe fugir
Porque tem sereias lindas
Rondando meus pensamentos
Nas ondas que vêm e vão
Na Barra da Tijuca.
Sei que posso me afogar, amor,
Mas a sereia é linda, linda
Eu te amo muito, amor,
Mas acontece que quando a sereia me afogar, amor
Ela vai afogar também minhas mágoas.
Eu sinto demais.
Mas o sentir só
E o se sentir só
Convivem em almoços de domingo
Com o sofrer.
Então eu me pergunto
Se além desses montes e desses lagos
E desses rios e desses mares
E dos lugares, e dos olhares
E das estradas, e das cidades
E das distâncias, e das moradas
E dessas matas, e das mulatas
E dessas ruivas, e das morenas
E dessas putas, Copacabana
E dessas praias, e dos estados
E das loirinhas, tão bonitinhas
Que se confundem com seus suspiros
Também os mundos, e os sentimentos
Que tiram folga do meu olhar
E das garotas, e monumentos
E da lonjura, e dos quilômetros
E dos quilômetros
E dos quilômetros
E dos quilômetros
Que nos separam nesse momento
Eu me pergunto
Do que você tem medo?
Pandeiro pandeiro
Pandeiro pandeiro
Cavaquinho chocalho
Cho-cho-cho-cho-chocalho
Cuíííííííca cuíííííííca
Saudade saudade
Confesso que a tenho
Mas, amor, não me deixe fugir
Porque tem sereias lindas
Rondando meus pensamentos
Nas ondas que vêm e vão
Na Barra da Tijuca.
Sei que posso me afogar, amor,
Mas a sereia é linda, linda
Eu te amo muito, amor,
Mas acontece que quando a sereia me afogar, amor
Ela vai afogar também minhas mágoas.
terça-feira, 3 de julho de 2007
Poesia-medicina
de mim pra mim mesmo:
— Doutor,
Esse estetoscópio não tem regulagem de volume?
— Ô, rapaz,
Você acha que se tivesse eu tava fazendo poesia?
(— Será que dá pra amar mais baixo aí?
Brigado.)
— Doutor,
Esse estetoscópio não tem regulagem de volume?
— Ô, rapaz,
Você acha que se tivesse eu tava fazendo poesia?
(— Será que dá pra amar mais baixo aí?
Brigado.)
Poeminha com o controle na mão
Talvez você não tenha pago a TV por assinatura, amor,
(zap)
você muda, muda, muda de canal
(zap)
e é tudo a mesma porcaria.
Zap.
(zap)
você muda, muda, muda de canal
(zap)
e é tudo a mesma porcaria.
Zap.
Poema de Indiferença
Me dê a chave!
Você me prendeu ao pé da sua cama
E me alimentou de vontade.
Em porões incógnitos me torturou com beijos.
Não percebe as marcas?
Pelas costas covardemente me acerta um amor.
Me prende cruelmente com um abraço.
No fim do espetáculo,
Quando estou caído,
Você me vem com uma arma fatal:
Com esse sorrisinho na cara,
Tenta me assassinar
— Concorrência desleal.
Sua tortura quer arrancar amor de mim.
Mas já se foram todas as odes
Minha poesia escorreu pelo chão
Como a tinta da caneta cansada.
A lua no céu já não importa.
O coração quer estar seco.
O resto é cotidiano.
Mais um beijo desses e eu viro história.
Você me prendeu ao pé da sua cama
E me alimentou de vontade.
Em porões incógnitos me torturou com beijos.
Não percebe as marcas?
Pelas costas covardemente me acerta um amor.
Me prende cruelmente com um abraço.
No fim do espetáculo,
Quando estou caído,
Você me vem com uma arma fatal:
Com esse sorrisinho na cara,
Tenta me assassinar
— Concorrência desleal.
Sua tortura quer arrancar amor de mim.
Mas já se foram todas as odes
Minha poesia escorreu pelo chão
Como a tinta da caneta cansada.
A lua no céu já não importa.
O coração quer estar seco.
O resto é cotidiano.
Mais um beijo desses e eu viro história.
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