Por quem serei amado?
Por gente, por coisas, por realidades inventadas?
Poemas, histórias, presentes, serenatas?
Quem me amará se eu me quedar sozinho
nas madrugadas que aqui são estreladas?
Quem deitará ao lado e admirará meu sono
tendo como desejo para si mais nada?
Quem se apaixonará pelo meu canto,
minha escrita, meu olhar ou minha risada?
Quem me quererá acima de mais nada?
Quem compreenderá minha alma de poeta?
Quem entrará nesse beco sem saída?
Por mim, quem esquecerá de vez a rota?
Quem lerá meus livros e os guardará na estante?
Quem deitará na cama até que eu me levante?
Quem aprenderá meus devaneios de amante?
Quem calará a boca, se eu gritar?
Quem chorará num canto, se eu quiser abandonar?
Quem enfrentará o escuro se o abajur eu apagar?
Quem é que quererá?
Quem é que quererá?
sábado, 13 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
Coup de foudre em Guarulhos
Inverdades
de sala
de embarque
pessoas não são
quem são
imagina-se
apenas
e então
que na verdade
elas são
outras pessoas
a nosso gosto
ou precisão.
Por isso eu
que quero ser
alguém que não sou
imaginei que você era
a pedra no meu caminho
à sombra da qual
eu sentaria
e choraria
e de onde jamais
sairia.
Você ajeitou os cabelos
e me olhou
de um jeito
percebi
que você me queria
seu passaporte era espanhol
ou inventei isso
seu coração
era brasileiro
e saía de são paulo
querendo voltar
percorria distâncias
atlânticas
ao meu lado
flertando
telepaticamente.
Na minha mente
inventava seu nome
caliente
e ouvia gabriela
naquele tom
eterno
e soberano.
Mas a seu lado
a pessoa mais inútil
e mais odiada do voo
(odiada por mim
que já é suficiente)
não parava de falar
sem perceber-te.
Era em mim que pensava.
Ao pisar em terra firme
tudo que havia inventado
evaporou para as nuvens
e ficou no céu.
de sala
de embarque
pessoas não são
quem são
imagina-se
apenas
e então
que na verdade
elas são
outras pessoas
a nosso gosto
ou precisão.
Por isso eu
que quero ser
alguém que não sou
imaginei que você era
a pedra no meu caminho
à sombra da qual
eu sentaria
e choraria
e de onde jamais
sairia.
Você ajeitou os cabelos
e me olhou
de um jeito
percebi
que você me queria
seu passaporte era espanhol
ou inventei isso
seu coração
era brasileiro
e saía de são paulo
querendo voltar
percorria distâncias
atlânticas
ao meu lado
flertando
telepaticamente.
Na minha mente
inventava seu nome
caliente
e ouvia gabriela
naquele tom
eterno
e soberano.
Mas a seu lado
a pessoa mais inútil
e mais odiada do voo
(odiada por mim
que já é suficiente)
não parava de falar
sem perceber-te.
Era em mim que pensava.
Ao pisar em terra firme
tudo que havia inventado
evaporou para as nuvens
e ficou no céu.
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