O
golden
fiery
untouched Friday
don't you dare bringing back
my Aprilian
loneliness.
O great Friday
from this maze
thou art a gargantuan exit gate.
Friday Friday Friday Friday
quit comingoing in my head.
Putrid
Friday
Lost
Friday
confess your whereabouts.
Hans is getting way too rispid
at me, I don't know what's happening,
but suddenly I see no sense in that.
Pyramids are too
old-fashioned
and I am starting to believe
fashion exists.
(...)
sexta-feira, 30 de abril de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
Nesse rincão da Terra em que todos os caprichos são conhecidos por nós, e nós apenas, nesse pedaço de céu que nunca viu mau tempo, ao qual estamos desacostumados, nessa faixa de areia que protege nossos sonhos frágeis e que muito possivelmente jamais se cumprirão, cumprimos nossa pena pela existência. Nossa porta de entrada permanece aberta, mas ninguém conhece seu paradeiro, e continuamos sozinhos, cantando abraçados como se, entoando aquelas mensagens de grandiosidade, nos livrássemos da pequenez de nossa cela. Acreditamos em muita besteira, às vezes, é verdade. Nossos aromas são particulares e nosso dialeto é quase secreto, e não hesito em afirmar que, em poucos anos, nossa raça terá sido dizimada da face do planeta tão grande. Nesse resto de paraíso em que nascemos, para lá viver, olhamos o mar, esperando que traga algo de bonito de lá do outro lado, ele que é mesmo muito maior que nossas próprias vidas.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Perdição
Em nome do pai
me fiz filho
pródigo de vontades
descontrolado
fugitivo do presente
ausente
da natureza palpável
meu espírito a um canto
decadente
já não percebe quando mente
quando sente
e quando seca.
Não creio em meus atos
fatos desconexos
meus desejos traem
as circunstâncias
e meus sextantes
e astrolábios
perdem o prumo
alfarrábios
de lixo
abarrotam as gavetas
que me contam de céus e de terras
e do que tenho visto
por este caminho
— já não sei que sou.
Em nome do pai
sem trilhos
meu espírito a um canto deseja matar
a mim.
me fiz filho
pródigo de vontades
descontrolado
fugitivo do presente
ausente
da natureza palpável
meu espírito a um canto
decadente
já não percebe quando mente
quando sente
e quando seca.
Não creio em meus atos
fatos desconexos
meus desejos traem
as circunstâncias
e meus sextantes
e astrolábios
perdem o prumo
alfarrábios
de lixo
abarrotam as gavetas
que me contam de céus e de terras
e do que tenho visto
por este caminho
— já não sei que sou.
Em nome do pai
sem trilhos
meu espírito a um canto deseja matar
a mim.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Chegou um tempo em que nada importa.
Nenhum estímulo obtém de mim resposta alguma.
Vejo na rua pessoas passando
e não me interesso por ninguém.
Minha rotina é uma montanha-russa
perdida no meio da vastidão do vácuo.
Esse saber que me ensinam para mim
pouco importa, essas verdades sem arte
são, para mim, uma cela em meio ao paraíso.
Meu coração se tornou uma bomba de sangue
e morro de medo da hora em que explodir.
Chegou um tempo em que um beijo
não significa mais absolutamente nada.
O amor se perdeu pelos caminhos
errados
que tomei.
Posso seguir em frente.
Ou posso encontrá-lo.
Nenhum estímulo obtém de mim resposta alguma.
Vejo na rua pessoas passando
e não me interesso por ninguém.
Minha rotina é uma montanha-russa
perdida no meio da vastidão do vácuo.
Esse saber que me ensinam para mim
pouco importa, essas verdades sem arte
são, para mim, uma cela em meio ao paraíso.
Meu coração se tornou uma bomba de sangue
e morro de medo da hora em que explodir.
Chegou um tempo em que um beijo
não significa mais absolutamente nada.
O amor se perdeu pelos caminhos
errados
que tomei.
Posso seguir em frente.
Ou posso encontrá-lo.
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