"— O how I hate to see that evenin'sun go down..."
(Vinicius de Moraes)
"Ô souvenirs ! printemps ! aurore !"
(Victor Hugo)
Ela veio tão linda e pequena
Dançou, gargalhou, conversou, riu de mim
Mas me veio com sintos muitos
Matou o mundo
Mostrou o fundo
E se trancou.
Meteu o dedo na minha poesia
Desandou a massa
Acabou-se o que era doce
Vem ver, o amargo chegou!
Mas esse gosto de careta
De espinho no dedo
Lagarta-de-fogo
Café sem açúcar
Daqueles bem quentes que queimam a língua
Esse gosto de pretérito imperfeito
Resguardado e corroído
Gosto de já era
O amargo marcante
That lingers na língua
É pra quem pode, não é pra quem quer.
(Suspiro)
Ela pode, mas ela não quer.
O how I hate to see that morning moon go down...
Farewell, Parnaso!
quinta-feira, 14 de junho de 2007
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4 comentários:
Que triste...sempre tão triste...
Adoro você...muito.
E não comentei antes porque estou sem pc!!
Que triste, que nada!
A liberdade é uma alegria!!
Alegria ou desculpa?
A liberdade é uma fuga. A liberdade talvez seja uma ilusão. Pelo menos nesse caso.
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