Ai de alguém aí fora que me diga que entende tanto pormenor estilístico da linguagem sem gramática que a gente acha no coração do homem. E cale a boca se for falar de sinapses nervosas, hemisférios cerebrais e neurotransmissores. Quero que venha alguém e diga que são processos biológicos o que aquela linda maldita o fez sentir. Ele que leu aqueles versos e sentiu vontade de chorar, ela que ouviu aquela canção depois da briga e de fato chorou, e eu que sou um baita dum intrometido e que sou um pouco gente também e falo pra vocês que eu também chorei no fim dessa historinha que nem ainda foi escrita, somos nós fadados à ciência? Perdoe minha prolixidade, mas é que toda essa besteira de sentimentalismo e tal é um lixo prolixo, mas vá lá. Está valendo, mas só porque chorar faz bem aos pulmões, me disseram. Sei lá.
Só sei que eu não quero que esse friozinho na barriga não seja de verdade. Porque eu estou até gostando de contar o universo que há entre dois lábios de carne bem irrigada por veias e artérias fartas e suculentas, a saliva cheia de enzimas prontas para digerir o amor. E só digo universo porque não me veio à cabeça nada que parecesse maior que isso, embora eu saiba que haja. Falar de amor é bem complicado. E é até meio piegas repetir amor, amar, blá, blá, desculpe Drummond que disse que amar se aprende amando mas isso é coisa de novela das seis. Eu acho que dei sorte de ter nascido depois de 1922, ano em que aconteceu a menarca da palavra. E olhe que nesse tempo nem se sonhava com rock and roll e etecéteras sonoras. Mas bem que aquele pessoal valia um negócio daqueles de se jogar do palco e ser carregado por um mar morto de dedos que estavam não sei onde antes. Imagine o mundo sem poder falar plenamente do lado de dentro!
Mais uma vez, desculpa por perder o foco, mas é que eu gosto mesmo de falar. Palavra é vício, e não virtude.
Bom, era pra falar que este livro está a fim de me fazer ficar acordado na hora de dormir pra falar de coisas do coração. Não sou nenhum mestre, mas sei que tem dois átrios e dois ventrículos, e nem me pergunte mais. Talvez este folhetim aqui me ensine mais pra que eu não faça feio na argüição que haverá desde o fim deste leitura até além. Dizem que é bem difícil.
Será que eu saio com vida? Ai de quem vier dizer que não.
Bom-dia, prazer.
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)

2 comentários:
L'amour ca vaux rien!
Excelentissimo!=D
More?
rs
Humpff..
Vou exigir uma cota disso aí...hum...
Postar um comentário