Não preciso de certezas vãs
Nem de flores no asfalto duro
Sou uma pedra sem uma alma irmã
Vivo inerte no meu solo impuro.
Sou conciso como um deus que cria
Da perjúria não me agrada o ouvido
Vivo agoras que se querem grandes
Mas que passam sempre num estalido.
Sou um preciso e forte atirador
E a dor compreendo: fim da sanha
Um orgasmo do punhal do agora
Serei então fiel à sua dor
Pois estou doendo a escara ganha
Faca eterna na forja da hora.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
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Um comentário:
A pedra.
v
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