sábado, 13 de março de 2010

Poema de dominação

Por quem serei amado?

Por gente, por coisas, por realidades inventadas?
Poemas, histórias, presentes, serenatas?

Quem me amará se eu me quedar sozinho
nas madrugadas que aqui são estreladas?
Quem deitará ao lado e admirará meu sono
tendo como desejo para si mais nada?
Quem se apaixonará pelo meu canto,
minha escrita, meu olhar ou minha risada?

Quem me quererá acima de mais nada?
Quem compreenderá minha alma de poeta?
Quem entrará nesse beco sem saída?
Por mim, quem esquecerá de vez a rota?

Quem lerá meus livros e os guardará na estante?
Quem deitará na cama até que eu me levante?
Quem aprenderá meus devaneios de amante?

Quem calará a boca, se eu gritar?
Quem chorará num canto, se eu quiser abandonar?
Quem enfrentará o escuro se o abajur eu apagar?

Quem é que quererá?
Quem é que quererá?

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