segunda-feira, 5 de novembro de 2012
O bonde
Da janela
não se vê o mar
e nesse rio de grande nome
ninguém nada
e nada nem ninguém me toca
porque esses prédios
todos eles
são ruínas disfarçadas
de um povo que já foi embora
e não me avisou aonde ia.
O bonde passa
mas quando tento embarcar
fecham-se as portas
há sempre um olhar bonito que se perde
pois o bonde vai-se embora
e nunca volta.
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