terça-feira, 3 de julho de 2007

Poema de Indiferença

Me dê a chave!
Você me prendeu ao pé da sua cama
E me alimentou de vontade.
Em porões incógnitos me torturou com beijos.
Não percebe as marcas?
Pelas costas covardemente me acerta um amor.
Me prende cruelmente com um abraço.
No fim do espetáculo,
Quando estou caído,
Você me vem com uma arma fatal:
Com esse sorrisinho na cara,
Tenta me assassinar
— Concorrência desleal.
Sua tortura quer arrancar amor de mim.

Mas já se foram todas as odes
Minha poesia escorreu pelo chão
Como a tinta da caneta cansada.
A lua no céu já não importa.
O coração quer estar seco.
O resto é cotidiano.

Mais um beijo desses e eu viro história.

Um comentário:

v disse...

Eu lendo:
(aquele risinho)