Se ao menos me entendesse
Se meu medo fosse pouco
Se uma lágrima prendesse
Sem fazer nenhum esforço
Mas eu forço e não consigo
E procuro algum amigo
Choro rouco, canto triste
Com cara de susto estúpido.
Seja estúpido, o que seja
Mas não seja só o que veja
Só o que creia ou que anseia
Sou pirata, não sereia
Não me atrevo a entrar na mata
Pois as árvores têm dentes
Não me importa estar contente
Se o dia-a-dia me mata
Sou retrato, sou sandía
Com olhos de fria prata.
Rio quando quero rir
Choro quando é pra chorar
Tenho ganas de partir
Sem ter hora pra voltar.
Tenho ganas de partir
Sem nunca me despedir
Pois não partirei daqui
Mas já não estarei lá
Sou o mundo, sou o mar
Sou do mundo onde ele vá
Sinto o raso do meu fundo
Sempre fundo a me matar
Sinto o grande do meu mundo
Que só quer me sufocar
Mundo faca, faca mundo
Se o corte fosse fundo
Talvez fosse solução
Mundo corte, corte mundo
Não fure meu coração.
domingo, 13 de abril de 2008
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Um comentário:
'E encontrar a mais justa adequação:
Tudo métrica e rima e nunca dor!'
v
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