quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Poética

Quando o campo se torna cidade
Quando a calma vira tempestade
Quando o amor se torna amizade
Quando a mágica vira verdade
Quando leio os versos de um Andrade
Ou as linhas de um marquês de Sade
Quando os olhos encontram a beldade
E o peito o peso da saudade
Se as mulheres estão sem vontade
E os velhos sem virilidade
Quando um homem perde a sanidade
E um outro se faz de covarde
Quando um jovem completa a idade
Quando um rei perde a majestade
Quando um rico finge caridade
Na orgânica solidariedade

Mão palavra poema passagem
E a trova vira trovoada.

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