Em nome do pai
me fiz filho
pródigo de vontades
descontrolado
fugitivo do presente
ausente
da natureza palpável
meu espírito a um canto
decadente
já não percebe quando mente
quando sente
e quando seca.
Não creio em meus atos
fatos desconexos
meus desejos traem
as circunstâncias
e meus sextantes
e astrolábios
perdem o prumo
alfarrábios
de lixo
abarrotam as gavetas
que me contam de céus e de terras
e do que tenho visto
por este caminho
— já não sei que sou.
Em nome do pai
sem trilhos
meu espírito a um canto deseja matar
a mim.
terça-feira, 6 de abril de 2010
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