sábado, 19 de janeiro de 2008

Nova ode ao seu amor teimoso

Oi, quero escrever um poema. Um poema que fale da minha insignificância perante o mundo. E de amor.

Sou o mundo
e não me importo
se sou raimundo
ou solução
a minha mão
lancou um soluço
raspe seu buço
não pense na festa de amanhã.
Ela não vai estar lá.
Não pra você.

Qual o pH do amor? Tem de 500 mL? Por que a lua não se deita no meu colo?

está rodando está rodando está rodando está caindo caiiindo caiu looping um gosto sustenido me passou pela boca você não tem idéia de como você é dissonante não sou leminski mas sou bemol sou mongol sou gelol bom bril sem nenhuma utilidade sou maldade está rodando meu coração está tum tum tum tum tum tum tum tum tum tum tum tum tum vai explodir eu acho com certeza parêntese que poema porcaria parêntese há um fluxo sangüíneo inesperado em certos meandros da minha anatomia que não está em livros meu coração minha nossa chuva caindo agora é novela eu acho que mil novecentos e vinte e dois é o início da história o homem inventou a escrita aí mas ainda não consegue descrever isso que eu estou passando uau que intenso e efusivo uau que coisa está rodando está rodando

Quando terminei de beijá-la, tudo voltou à norma culta.

Eu te amo, amada minha,
Não se prenda por lugares-comuns.
Aqui onde estou, é longe
E não há brisa, mas ainda assim eu te amo
E não te esquecerei um minuto sequer.
Tu és de uma beleza de que não se encontra par nos recantos mais lindos do universo.
Tua fronde é bonita como a das mais altivas árvores.
Despe-te de tuas folhas e mostra inteiro teu tronco a mim.

árvore
não
tem
coração

mas chora.

Nosso amor é menos que uma onda eletromagnética entre uma multidão de euteamos espalhados pelo ar ondulando como uma sereia para chegar como cupido e flechar o outro pelo celular.

Mas, amor, a verdade mesmo é que eu te amo demais. Desculpe por repetir isso à exaustão, mas é assim... Meu pranto é um transbordar de ternura.

toque minha mão
e, por favor,
não diga nada.
Está tudo planejado.
Primeiro, beijarei teu rosto
depois, tocarei teus lábios
com os meus.
depois, te darei todas as estrelas
e a lua
numa caixa com um laço.
Quando chegar 12 de junho
(ou 14 de fevereiro,
se preferir)
virarei uma criança.
Meu olhar está em chamas
meus pés pisam em lama
minhas mãos estão paradas
ou agitam o ar.
Sei do amor o que ele me contou
e ele não disse nada
amor é cego
e surdo-mudo também.

to-do stanza
escrever uma carta de amor
comprar uma rosa vermelha
desenhar coisas que ela vá gostar
olhar nos olhos dela e dizer clichê sincero

..............................

Amor, soe um único acorde otimista
para eu compor a música inteira.

3 comentários:

T. Bianchi disse...

a densidade desse poema é impossível de calcular com aquela fórmula que outrora nos ensinaram.

v disse...

Adorei, adorei.

Muito bom.

v

Anônimo disse...

tum tum tum...adoro

Muito bom mesmo