E também, na luz difusa do fim da tarde
eu me lembrei de você.
Sozinho.
Sob o azul.
Lembrei do que passamos
Lembrei dos inícios, lembrei dos finais
Lembrei do amor preso ao papel e à poesia:
Lembrei de nós.
Seria egoísta dizer que fui o grande íntimo da noite:
Você foi a grande íntima da noite junto comigo
Ninguém conhece a noite como nós conhecemos
Nós somos filhos da noite
E nós somos irmãos dela.
Olhe bem nos meus olhos
Olhe e tente ver o que há dentro de mim.
Sua distância me corrói e me alimenta por dentro.
Sou um grande ciclo vicioso.
Quero
Quero muito
Quero agora
E quero sempre.
Que venha, faça, viva, sonhe,
Grite
Cale
Chore
Mas que venha
E que se deixe estar ao meu lado.
Me deixarei estar ao seu lado também.
E que muitos azuis do fim do solstício do inverno
Presenciem a nossa longa jornada
Rumo, talvez, ao nada.
Ao nada infinito de nós dois.
terça-feira, 25 de março de 2008
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Um comentário:
Círculos concêntricos e viciosos.
(já diria Millor)
*esse eu queria ouvir recitado
v
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