Tenho meus pés fincados no chão
como raízes.
Conheço a terra em que me prendo
e o horizonte que observo.
Às vezes presto-me aos meus mais altos
delírios de fronde,
meus devaneios que vão longe com a brisa
e que espalham por aí
pequenos ideais que o vento faz flutuar.
Mas, veja bem,
mesmo com tanto devaneio que flutua,
mesmo com tanto delírio da mais alta fronde,
eu permaneço em meu velho horizonte
com meus pés fincados no chão
como raízes.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
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Um comentário:
Lembra um primitivismo, um Lacan...
Lindo.
A realidade de ser uma arvore num mundo (soh nosso) de querer voar.
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