com um sol que brilhava como se nunca mais fosse amanhecer,
eu fui tristemente assassinado.
Todas as casas fecharam as janelas para não ver
o pobre corpo estendido no chão.
Os carros desviaram sua rota
e preferiram seguir pela via principal.
Os bichos entraram nas tocas, e o sol,
envergonhado pelo que tinha testemunhado,
escondeu-se sob seu edredom de nuvens.
Mas o cotidiano seguiu pacato
enquanto eu, morto, sonhava com todas as vezes que sorri
por pressentir o paraíso.

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