E é quando o sol nasce
enorme sobre o horizonte
altivo pelas janelas
por entre as frestas das portas
fechadas de apartamentos
mudando a cor das piscinas
e acordando as senhoras
cantando pelos poleiros
gemendo pelas ruelas
cheirando perto dos bules
esquenta-me a pele
e repele os males
longe dos olhares
que ora me observam
sodomiza noites
rompe madrugadas
lambe pela aurora
coisas indizíveis
sente a poucas horas
cheiros impensáveis
e as tais das linhas tênues
há muito que já se foram
pois não há nenhum limite
entre o dia e a madrugada
a noite que vira dia
o faz da noite pro dia
mas antes de a noite ser dia
a aurora vem morosa
mas quando vem, vem inteira
e acaba com a madrugada.
domingo, 4 de outubro de 2009
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