Pequenos prédios tortos
se debruçam sobre canais
que cantam cantigas velhas
pela boca dos sinos
e dos cisnes.
Um olhar se desvia
ao ver, puritano,
amor de verdade
enlatado na vitrine.
Sem pudor, jovens são jovens,
e à meia-noite, se reúnem
num culto misterioso
ao prazer.
E os sinos dobram
e a cidade, em festa,
dança animada as cantigas
velhas como a pedra
fundamental das pequenas alegrias.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
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