quarta-feira, 9 de maio de 2007

Lua, grande cafetina

A lua chegou sorrindo
Gravando-se em cada onda
Do mar incansável da noite
Do peito incansável do homem.

Lua, grande cafetina
Do céu da noite, grande bordel
Inflando paixões de marinheiros
E pescadores do coração do mar.

Lua, lua, bela lua
Única no castelo das luzes
Mãe das lúbricas estrelas,
Meretrizes que copulam com o mar.

No cais do porto, à noite
Na beira do mar na penumbra
Arde a lua no leito do pescador
Dança a lua no verso do poeta.

Lua, amante do estivador
Que deixa a mulher em seu seio só
Lua, mestra no bordel da noite
Da música que exala das ondas do mar.

Lua, mais noturna entre as boêmias
Lua, mais amada entre as meretrizes
Lua, mais sábia entre as anciãs
Lua, mais bela entre as meninas

A lua chegou sorrindo
O bordel da noite iluminando
Mas a lua, grande cafetina
É a mãe do sentimento do sublime.

Um comentário:

v disse...

Um pouquinho do seu lirismo e eu já estava satisfeita.