quarta-feira, 16 de maio de 2007

Sobre eles que há entre nós

Ah, maldito amado amor,
Pisaste no meu pé com a força de um afago
A dor foi tão pungente
Que corri e deitei no colo da poesia.
As luas e estrelas que mandaste foram raptadas pelas nuvens estúpidas.
Ó, ceu, amado e temido céu,
Não escondeis o eclipse que enlouquece tanto a lua!
Queria tanto que eu pudesse ver a lua hoje, agora mesmo
E fazê-la minha com as mais loucas e pífias imaginações de amor
Tão grandiosas
— Chuva, pare, estou apaixonado, não vê?
Sigo na busca pela outra metade da frase tão clichê...
Quero-a com a lucidez de quem devora Vinicius de Moraes
Entendendo tudo do sentimento tão sublime
Entendo-a com a lucidez que talvez tenham me dado os goles a mais...
Não a entendo, eis a minha conclusão:
Quero você descoberta de nuvens whatsoever
Plena, linda e cheia, minha lua,
De amor pra dar
— Pra mim.

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