segunda-feira, 28 de maio de 2007

Para um amor abandonado

Amor, não te entristeçcas por este momento
Alegra-te, pois encontrei tua saída, e a porta abriu-se novamente:
A poesia pôde de novo entrar.
Meus pés estão rumando para outro lugar,
Estou me afastando cada vez mais de ti.
Invadiram meu coração mais uma vez,
Já não sinto pena de não mais ter te querido.
Encontrei alguém para amar até a mais presente das ausências
Ela é impecável, tanto quanto não pudeste ser,
Encontrei alguém com a dignidade para tragar meus versos
E com eles atingir a embriaguez do amor verdadeiro.
Amor, perdoa-me por não ter sido seu modelo de perfeito idiota
Perdoa-me por não me encaixar à sua altivez,
À sua grandeza de idéias, à sua genialidade.
Disseste-me ser amante do romantismo, da poesia,
Disseste-me estar apaixonada, mas que doce!
Será possível que venhas a encontrar outro alguém
Tão bom quanto quiseste para ti?
Talvez eu seja o último romântico dos litorais desse oceano atlântico
E todo o meu romantismo e poesia estão agora volvidos a minha nova amada
Mas, amor, não te entristeças!
Tenho certeza que encontrarás um rapaz a tua altura
Que te satisfará com frases feitas e versos vazios,
Com todo o falso romantissmo que tu tanto amas.
Guardarei meus versos para meu novo amor.
Lembrarei de ti com ternura.
Sinceros beijo e abraço do último romântico,
Inteiramente teu,
Pedro André.

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