sábado, 15 de dezembro de 2007

Absoluta

Não me importa
essa brancura na sua cara
que me olha com a falsidade de olhos doces
que dizem que um dia me amaram
com a fragilidade de um torrão de açúcar
sob a chuva imaculada da madrugada.

Não reconheço
a transparência das suas imagens
nem reconheço
a virtude da sua essência
dissimulada.
Não acredito em nada
que venha da cor dos seus cabelos.

Não reconheço a futilidade da sua alma
que me olha
e me vê com olhos
de ressaca.

Não quero saber da sua presença.
Quero que você se torne verdade.
Sei que não vejo em você a verdade
mas a verdade mora dentro de você.

Minha relatividade
caiu de uma altura astronômica
e fez um buraco no chão
onde foram enterradas minhas opiniões idiotas
sobre coisas que o mundo
nunca me ensinou.

Não quero aprender você.
Você não é uma verdade.
Quero que caia sua máscara
de opiniões fúteis
e inúteis
para que eu aprenda esse amor
como verdade absoluta.

Um comentário:

v disse...

Suas palavras exalam revolta.