quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

O confiteor do rejeitado

Chute pra longe a bengala
sobre a qual o ano se escora
e caminhe pelas sendas
da minha voz.
Esqueça
o famigerado tempo
e engula
o purificado coração.

Suas juras de amor e medo
são um segredo
do qual desconheço
a razão.
Busque no céu a verdade
na noite de lua nova
e não perceba que ela
não é mais que a fútil ausência.

O ponteiro é maquinista
da locomotiva louca
que o seu sentir emana
sob o silêncio
da quase aurora.
Mas eu conheço um atalho.

Vamos a pé lentamente
como dois eremitas cansados...

Meu amor grahambelliano,
confesso que sua presença
é uma grande madrugada.

2 comentários:

v disse...

Eu gosto dos verbos no imperativo.

Todt disse...

Só sei que Graham Bell ficaria muito orgulhoso em saber da boa - ótima - utilização de seu invento.