Sim, é verdade, quando eu ouvi a merda da música linda eu me lembrei de você.
E daí? Não quero saber desse amor que não passa de uma bajulação fútil do menino prodígio que fala francês e italiano antes da maioridade hipócrita. Queria sinceramente ter o poder extraordinário de ser livre para pensar o que quisesse na bênção da ignorância. Desculpe por não poder pensar. É que as hidroxilas estão pulando no meu pobre e pequeno cerebrozinho. O vício na palavra desvirtua as pessoas de bem. E é mesmo por isso que eu imito Baudelaire e escrevo meu paraíso artificial mais lindo, que é a sobriedade da opinião do mundo adormecido e entorpecido e insosso. Se ao menos as populações esquecessem os tempos e os futuros e os presentes e os passados e suas dúvidas e medos e receios e poemas velhos e casos amorosos o mundo poderia talvez às vezes ser melhor. Não quero querer mais nada, na verdade.
O problema é que eu não consigo, o cheiro de jasmim das putas de nova orleans é mais forte que a gravidade do buraco negro que compôs o melhor blues.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
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