segunda-feira, 28 de maio de 2007

Poema de Incompreensão

Não a entendo, sinceramente não a entendo
Não entendo os oximoros de sua vontade,
Não entendo os fantasmas — inofensivos — que lhe dão tanto medo
Sua mente é incompreensível.
Quem dera que eu pudesse penetrar a hostil barreira de temores
Que guardam frenéticos os seus verdadeiros sentimentos.
Sentimentos que estão presos em hermética prisão
E têm medo de fugir, embora diga que fortes são.
Tenho plena confiança em você, meu amor, acredito em suas palavras
Pois elas são anjos que vêm fazer doces canções
À noite, quando me recolho à solidão melancólica de sob minha janela,
Anjos que me deixam menos solitário além da muralha impenetrável
Que você penetrou com toda a sua graça indizivelmente leve,
Como a leve e fluida brisa das noites do Mosqueiro.
Não a entendo, amada minha, contudo levo comigo o sentimento
Que não sei se aceita, não a compreendo;
E escondo sob cada palavra da minha poesia
Uma mensagem de amores, talvez ridícula.
Amo, amo muito, e luto para penetrar a barreira hermética
De loucos temores em torno de seus verdadeiros sentimentos.