Quando te observo de longe
Já não sinto: lamento
Teu encantamento sem culpa
Tua paixão sem pretensão
Teus gestos que desconheço
Tua métrica fixa
Teu sonho.
Adormeço só, com a noite:
Uma reles solitária em meus braços vazios.
O céu cobriu-se para que eu não visse a lua.
Quanto mais me aproximo de ti
Mais reconheço tua distância inalcançável.
Teu olhar não mais conta seus contos esperançosos
É apenas um espelho
Em que me vejo a observá-la
Esperando um único suspiro que se dirija a mim
Ou, na hipótese mais absurda,
Um beijo que se lance em minha direção.
Por nada poder, contento-me com o vento de teus sorrisos
Ou com a ressaca de tuas palavras
Que se vêm e se levam.
Ao brigar com meus olhos para que se fechem
Sinto-te e tenho-te
Fremes em meu ouvido e tremes sem sentido
Mas a noite acaba
A lua se vai
E já não lamento: sinto apenas
A dura realidade de um beijo
Que não pôde acontecer.
segunda-feira, 23 de abril de 2007
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