domingo, 22 de abril de 2007

Silêncio

Fomos nós
Que surgimos de onde só havia sonho e beleza
Mas não havia amargor...
Nosso amor foi sacramentado em poesia,
E das metáforas jamais nos livraremos.

Não passei por seus sonhos
De personagens previamente definidos
Fui apenas aquele que estava lá
Para sustentá-la caso alguém
Deixe de amá-la:
Você me fez coadjuvante.

Você me fez o vento que vem afagar-te
Caso sopre.
Me fez a gota que vem lamber-te
Caso chova.
Para você, sou o silêncio.

Mas, amor,
Não quero ser o silêncio
Faça-me barulho!

Quero ser o som
Que cante sempre suas canções
Que o vento vai levar
A seus ouvidos
Te amo, mas não posso tocar-te

Porque eu sou para você
Silêncio
E se você parar e pensar
— Pare e pense —

O silêncio, meu amor, jamais existirá.

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