Vejo a vida por uma janela
Entre quatro molduras
Ela freme, chama
Mas há um vácuo dentro de minha cabeça
Eu já não posso pensar ou ouvir.
Talvez uma palavra lançada a esmo
Por algum alguém qualquer
Bateu em teu rosto — e doeu
Perdão, mas é tarde.
Talvez não nasça sequer uma cã no tempo
Até que tu sumas do olhar estático de minha janela.
Juro que é triste não mais ver-te, inerte
A teu canto, abandonado por muitos
Esquecido por nenhum.
Lembrarei de ti a cada cerca saltada.
Sempre pensarei em ti quando estiver longe.
Lá eu verei a vida por uma outra janela.
Espero que penses em mim
Sempre que eu pensar em ti.
Pelo menos sempre que eu pensar em ti.
Meus olhos estão sonolentos
Meus lábios então taciturnos
Mas vou-me embora.
Atenderei o chamado da vida.
Que Deus me leve para o lado menos soturno.
Permite-me, sem ressentimento,
Dizer um último e atordoado
Adeus.
quarta-feira, 18 de abril de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário