terça-feira, 10 de abril de 2007

Para minha pequena lua

Lua,
Derrama teu corpo no leito aberto
E canta para meus olhos
És tão pequena
Mas exalas de ti poesia e sonho.
Diante de ti a cidade é nada
Tua luz engoliu toda a beleza.
Ao ver-te, sou inteiramente teu.
Não te vás, não te movas
Estamos sós, nós dois, neste quarto
Toma meu olhar como convite.
És tão errante, minha amante,
Fica comigo, imóvel
Deixa tua beleza traduzir-se em meu êxtase.
Estás tão longe, aproxima-te
Quero tocá-la com os lábios
E navegar contigo os mares a que fores.
Dança para mim, sozinho e apaixonado,
O seu balé de gestos e poucas palavras.
Despe-te de tuas nuvens e sê minha,
Nua e sozinha
Deixa-me sentir o cheiro de tuas luzes
E o gosto do teu amor modestamente exibido
Confesso-te que és apaixonante.
Amo-te, lua, e peço-te que sejas de todo minha
E cale minhas palavras com o gosto de teu beijo.

Um comentário:

v disse...

Sua
(Ou Poema inspirado em outro poema)
(Ou Será?)

Dispenso a máscara grega
Não finjo.