Busco na vida muitas glórias e medalhas.
Vitórias tais que satisfaçam minha alma.
Não me congratularão ou beijarão meu rosto.
Ninguém se importa com a cor da minha camisa.
A felicidade não é um troféu que pode ser ostentado.
Não é você que me fará feliz ou triste.
Aprendi comigo que eu devo fazer minha alegria.
A receita está cravada na parte doce do meu peito.
Sei que devo partir desta cidade, então até logo.
Devo apreciar a graça de todo beijo e o vento dos sorrisos.
Cada pôr-de-sol é um e morrerá no fim.
Contarei as luas cheias, tentarei lembrar de todas.
A pureza dos olhares será farol inconsumível.
A lembrança dos amores acalentará meu corpo.
Cada gosto, cada cheiro, cada calafrio é único.
Sei que me fará mais forte para ir ao fim.
Cada canto, cada folha, cada poema é íntimo.
É preciso amar a terra e sentir o sol abraçar.
Quero trocar olhares com a lua minguante.
Quero trocar palavras com algum desconhecido.
Talvez alguém deixe seu caminho para vir me acompanhar.
Um dia, ao ver-me cair, você irá se levantar.
Em outro, ao vê-la cair, eu irei levantá-la.
Não me esqueça só porque meu caminho é outro.
Juro que sinto bastante ao ver-me abandoná-la.
Lembre de mim com ternura, dos velhos tempos de escola.
Fez-me ter uma mente, muito obrigado por isso.
Busco mais alegria para por na prateleira.
De uma em uma vou traçando minha rota inconclusa.
Lembrarei com ternura do banho quente e do leite gelado.
Vocês estão sempre comigo, não importa onde eu esteja.
As canções do tempo criança não esquecerei jamais.
Minhas memórias em silêncio me farão maior.
Meu sonho em puro silêncio me fará mais forte.
Estou taciturno mas nutro grandes esperanças.
quarta-feira, 18 de abril de 2007
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