Fluidas florestas de cravo e canela
Fluem sobre sua cabeça, beijando
Docemente a leveza fresca da brisa.
Seus lábios são portas que levam ao sonho
E à insônia mais doce que se pode ter;
Feliz, felicíssimo aquele que tiver a chave.
Seu corpo é estátua grega de deusa
Em imponência; mas possui a singeleza marota
E a graça da mais bela mulata brasileira.
Seu perfume — ah! doce e único perfume —
Me faz retornar a louco — e talvez efêmero —
Momento único que talvez não tenha acabado.
Memórias... De saudade, de espera, de encontro,
De afagos, de carinho, de frêmitos tão sutis,
Dignos do bico singelo e grandioso dos colibris.
Não é morena nem loura: é linda
Não é magérrima ou gorda: é perfeita,
E tal perfeição brinca com meus pensamentos.
Rouba minha concentração, acende chama
Que arde sem se ver; me faz paixão, só
Carrego-a comigo sempre: isto, que seja inifinito enquanto dure.
quarta-feira, 18 de abril de 2007
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