quinta-feira, 19 de abril de 2007

À Pequena (II)

Pequena,
Observo-te de longe,
Mas creio que estou chegando perto.
Tua couraça não me deixa ler o que trazes contigo.
Tu, sob minha muralha de amores e lembranças,
Transcendeste o mundo fechado dos tolos.
Tua beleza escreve meus versos,
Deixei de ser um homem,
Agora sou um amante.
Se me permites, contarei todas as histórias
Da lua e das estrelas;
Permite-me.
Vem afagar meus anseios
Com teu amor que é maior que a curva do mundo,
E me engole.
És pequena, mas guardas em ti todo o meu olhar.
Amo tua pureza, quero roubá-la
Fujamos para onde não nos podem alcançar
Minha cama será nossa fortaleza.
Esqueça o romantismo, pense no amor.
Não pense no futuro, ele não existe.
Pense no amor.
Quero voar nas asas de tua tatuagem,
Quero que me graves em ti
Carrega-me.
O cheiro de teus cabelos, o gosto de teus sorrisos
Me invadem o sono
E vêm buscar meu pensamento quando estou acordado.
Invade-me o sono, pequena dama,
Deixa-me ir embora voar
Nas pequenas asas de tua borboleta.

Um comentário:

Todt disse...

Esse borboleta não voa!Ela observa estática o tempo que, vagarosamente, passa; e é mais casulo do que tudo!Mais casulo do que couraça.

Lindo, PA...Não tei como não amar...ao menos sua poesia...